One on One com Gabriel Macht

Gabriel Macht, o ator que dá vida ao personagem Harvey Specter de Suits, está tirando o sono e o fôlego de quem acompanha sua trajetória pessoal e profissional. Com uma entrevista memorável, Gabriel nos mostra quem é o homem por trás dos suits

Réu confesso do talento que corre em seu DNA, Gabriel dispensou o terno, a gravata e a defesa para nos encontrar em Los Angeles, onde tivemos a chance de conversar sem julgamentos. Filho do também ator Stephen Macht e da curadora Suzanne Pulier, o galã estreou na vida no Bronx, subúrbio de New York, mas passou boa parte de sua infância em LA, para onde se mudou com sua família, aos 5 anos. Apesar das boas memórias na Califórnia, Gabriel é fã declarado de NYC, uma das cidades mais extraordinárias do mundo, em sua opinião – e o fato de Suits ser ambientada na Big Apple, mas filmada no Canadá, mexe um bocado com o intérprete de Harvey Specter. Para o ator, mesmo Toronto tendo recebido o elenco de braços abertos, ele acha que New York daria um brilho a mais para a série.

Além de ser o protagonista de Suits, Macht também já dirigiu alguns episódios e, apesar do excesso de trabalho, o americano não nega que curtiu muito a experiência, podendo se envolver com os designers na pré-produção e se relacionar com os colegas de set de uma maneira diferente, algo que jamais seria possível de vivenciar apenas como ator. As gravações em terras estrangeiras são um desafio, mas não impedem que o ator veja sua família com frequência – o que é praticamente uma exigência dele.

“Equilibrar o trabalho e a família é sempre algo bastante delicado, mas eu tenho um compromisso inadiável com os que amo e tenho muito orgulho disso. Quando não estou trabalhando, eu viajo todos os finais de semana para ficar perto da minha esposa e filhos. Na minha lista de prioridade, a família está sempre em primeiro lugar. Meus filhos são pequenos e eu não me perdoaria por deixar de vê-los crescer.”

Bem diferente do seu personagem, Gabriel admite ser muito mais adepto do jeans com camiseta e se pudesse escolher “passaria o dia vestindo shorts à beira da praia ou da piscina”. Com Harvey ele diz tem aprendido muitas coisas, principalmente a ser mais humano. “A vulnerabilidade tem muito a nos acrescentar – mais do que uma sequência de vitórias. Se permitir fraquejar abre caminho para mudanças necessárias, que vão fatalmente deixá-lo mais forte. Tentei dar ao Harvey traços meus desde o começo, e o que os roteiristas fizeram com maestria foi ‘descascá-lo’ aos poucos, tirando uma camada por vez, para revelar um homem cheio de traumas e medos. Acho que isso é o que o torna tão humano, porque, no final das contas e por trás das máscaras, somos todos assim, e passamos a vida tentando nos (re)construir.”

O notável poder de argumentação de Gabriel lhe é bastante natural e, muito provavelmente, teria lhe garantido uma carreira promissora na área de direito – algo que certamente agradarias seus pais. “Acho que meus pais ficariam felizes se eu ou um de meus irmãos tivéssemos nos tornado advogados ou médicos, mas eles nunca deixaram de me apoiar nas minhas escolhas, até porque eu sempre fui o filho favorito”, e completa, “quando eles souberam da minha vontade de trilhar os rumos da dramaturgia, apenas me encorajaram a entrar em uma boa universidade e dominar as técnicas de atuação. Segui esse conselho e me formei em artes cênicas na Carnegie Mellon School of Drama, depois ganhei os palcos de Nova York e aceitei papéis em filmes independentes e participei de alguns trabalhos para a televisão – e então voltei para Los Angeles”.

Engana-se, porém, que pensa ser fácil encontrar o ator pelas ruas da cidade, porque ele não frequenta os lugares da moda e também não é um explorador ávido das metrópoles que mais frequenta – NY, LA e Miami.

“Não tenho lugares ‘favoritos’ e guardo em segredo os restaurantes, parques e galerias que costumo visitar, porque prefiro passar despercebido, mas, se tivesse que dar algumas dicas de atrações, seriam essas: o Griffith Park, em Los Angeles, o Sheeps Meadow, no Central Park, e em Miami não tem jeito, porque lá eu gosto mesmo é do meu jardim”, brinca.

 

 

Coerente com a suas crenças e palavras, o ator é também vegetariano, e revela que, para driblar a fome durante as gravações, ele aposta no poder do suco verde, dos legumes e vegetais e num bom prato de húmus. Outra curiosidade dos bastidores é que, diferente da seriedade de Harvey, Gabriel é bastante brincalhão fora das telas. Assim como não gosta de reveler suas atividades favoritas, Gabriel prefere nem falar muito sobre si. “Nunca admirei pessoas que investem muito tempo falando só delas, contando os lugares que visitaram e as coisas que fizeram. Eu sou adepto da troca, porque uma boa conversa é uma via de mão dupla”, argumenta. Depois de se abrir um pouco conosco sobre algumas de suas opiniões, o bonitão volta a seu modus operandi e, quando o assunto é sua vida pessoal, não tem jeito, o caso está mesmo encerrado.

PH: Justin Coit

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